Embora não goze da melhor das saúdes financeiras, poucas empresas possuem tantos amigos quanto a OI.

No processo de privatização, foi público e notório que os compradores contaram com uma ajudinha do governo FHC. Ainda com os tucanos, mas também com petistas, os novos controladores (Carlos Jereissati e Sérgio Andrade) desfrutraram da compreensão dos então principais acionistas (BNDES e fundos de pensão de estatais), que se recusaram a entrar no bloco de controle e exercer o papel que deles se esperava.

Do outro lado do país, na então Brasil Telecom, havia um mar de boa vontade para com Daniel Dantas. Ainda mais quando, para sair da sociedade e permitir a fusão entre as empresas, o empresário exigiu cerca de R$ 1 bilhão.

Depois, o governo resolveu mudar o Plano Geral de Outorgas (PGO) exclusivamente para permitir que a OI comprasse a Brasil Telecom, o que era até então proíbido.

Por fim, quando a Portugal Telecom resolveu entrar no negócio, BNDES e os fundos de pensão gentilmente desinvestiram para permitir que a Portugal Telecom detivesse uma posição acionária relevante sem, contudo, prejudicar os dois controladores privados.

Isso sem falar na Anatel que resolveu não acompanhar de perto o destino dos bens reversíveis, deixando que a OI alienasse aquilo que supostamente ela teria que devolver à União em 2025.