Print Friendly, PDF & Email

Exceto Globo e Record, não há futuro para os demais grandes grupos nacionais de mídia. No médio prazo deverão desaparecer.

Dois deles, porém, não terão nem como esperar o médio prazo. Bandeirantes e Abril caminham ambas a passos largos para a falência.

As duas empresas possuem patrimônio líquido negativo superior a R$ 300 milhões. Isso significa que suas dívidas excedem em mais de R$ 300 milhões, cada uma, o total do patrimônio das empresas.

No final de 2017 a Abril demitiu cerca de 130 pessoas e negociava o parcelamento das rescisões, alegando não ter dinheiro para pagar os direitos trabalhistas dos demitidos. Pela milésima vez trocou de presidente e se preparava para mudar de endereço, rumo a uma sede menor, pois há anos não consegue pagar o aluguel da sede atual. A última tentativa de um negócio supostamente salvador (criar um marketplace em seus sites) acabou torpedeada por iniciativas concorrentes de empresas muito maiores, como Americanas e Amazon.

E 2018 começa com a demissão de 25% dos empregados da Bandeirantes, cerca de 300 pessoas. Isso mesmo depois que a empresa encerrou o Pânico e passou a alugar (ilegalmente) parte de seu horário nobre para igrejas pentecostais.

Dificilmente as duas conseguirão durar mais uns 2 anos. Devem desaparecer e abrir caminho para a futura crise derradeira da Folha, Estadão e RBS.