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Há basicamente três tipos de fábricas de chips.

As integradas são aquelas que desenham e fabricam seus próprios chips. As duas maiores do mundo são Intel e Samsung.

As “pure play” (quase todas localizadas em países do sudeste asiático) que não desenham e são contratadas para fazer chips de terceiros. O grande exemplo é a TSMC, de Taiwan.

E as “fabless” que fazem o desenho dos seus chips, mas contratam terceiros para confeccioná-los.

Pois, a segunda maior fabless do mundo (Broadcom) fez oferta para adquirir a maior fabless do planeta (Qualcomm) por US$ 128 bilhões. Foi a maior oferta de compra de uma empresa no ano de 2017 e a maior oferta de compra de uma empresa de tecnologia em toda história.

As duas empresas funcionam na Califórnia, mas passarão a ser controladas por uma holding de Cingapura. Como política de boa vizinhança para tentar evitar problemas com os órgãos anti-trust, seu presidente, Hock Tan, visitou a Casa Branca e anunciou que vai transferir a sede financeira da Broadcom, de Cingapura para Delaware.

Enquanto vive a possibilidade de ser devorada pela Broadcom, a Qualcomm se esforça por dirigir a holandesa NXP (ex Phillips Semicondutores), uma das maiores fabricantes integradas do mundo e adquirida em 2016 por US$ 35 bilhões. A Qualcomm, com sua linha Snapdragon, disputa palmo a palmo o multi bilionário mercado de chips para celulares e tablets com a Samsung (e sua linha Exynos). Ambas são seguidas pela Apple (A11) e a chinesa Huawei (Kirin).

A compra da Qualcomm pela Broadcom,  se vier a ocorrer, está longe de encerrar o intenso processo de concentração do mercado de microprocessadores. Poucos restarão…