Exceto durante os painéis principais, são sempre dois ou mesmo três debates em paralelo. Por isso, conseguirei retratar aqui apenas uma fração do que ocorre na ABTA.

O primeiro evento que assisti foi sobre TV everywhere e vídeo por demanda.

O primeiro a falar foi o representante da Globosat, deixando claro que, para a programadora, trata-se de um movimento defensivo para preservar sua base de assinantes diante do crescimento do vídeo por demanda na Internet e nas mídias móveis. A Globosat já lançou dois serviços de vídeo por demanda (Premiere e Muu), está lançando agora o Telecine Play e ainda contará outros quatro serviços: um para documentários premium, um para shows, uma para culinária e o Combat. Segundo o representante da Globosat, cerca de 80% do conteúdo exibido nos canais de TV paga da programadora já estão licenciados para VoD.

A fala da Globosat também revelou a possibilidade de vários modelos de negócio. No caso dos conteúdos já exibidos nos canais da Globosat (Muu e Telecine Play), os usuários que assinarem estes canais na TV paga terão direito ao serviço de TV everywhere gratuitamente. No caso dos conteúdos já exibidos em pay per view (Premiere e Combat), os assinantes destes canais terão que pagar um taxa extra para consumir o serviço de TV everywhere. Nos dois casos, há uma preocupação de não canibalizar os canais lineares, garantindo que a TV everywhere só estará disponível para assinantes da TV paga.

Mas, a Globosat também lançará este ano três serviços de vídeo por demanda com assinatura e que não terão correspondência com canais lineares: um para shows, um para colunária e outro para documentários. Trata-se, portanto, de um novo modelo de negócio, disponível para qualquer pagante, inclusive para aqueles que não possuem o serviço de TV paga.