Ainda no debate sobre TV everywhere e vídeo por demanda, falou o representante do Esporte Interativo, destacando o fato de que o canal já nasceu transmídia, com sinal na TV aberta (através do arrendamento de outorgas, fato que o Ministério das Comunicações parece não querer impedir), na parabólica da Banda C, na TV paga (pelo menos na Claro TV e Oi TV), nas mídias móveis (através de aplicativos para iPhone, iPad e Android), na Internet e nas smart TVs. Além de disponibilizar conteúdo por demanda. O Esporte Interativo destacou, ainda, a  visão de que seus serviços de vídeo por demanda não disputam mercado com o conteúdo linear, sendo um complemento.

Por fim, falou o representante da LG, por conta da atuação da empresa no mercado de smart TVs. Neste caso, trata-se de um movimento ofensivo, para disputar com os provedores tradicionais de conteúdo audiovisual, embora ela reconheça que seus conteúdos tenderão a ser de nicho. A LG, por exemplo, deixou claro que tem buscado portais da Internet, “locadoras virtuais” (como Netflix, Netmovies, Sunday TV) e outros distribuidores de conteúdo audiovisual para propor parcerias.

A LG revelou, ainda, a criação de uma aliança com TPV (dona da marca AOC e licenciada para usar a marca Phillips no mercado de TVs) e Sharp para padronizar os aplicativos das smart TVs (embora seja difícil acreditar nessa padronização sem a presença de Samsung e Sony).

A LG também deixou claro que não pretende “rachar” a conta com as teles, originda na expansão do consumo de banda larga que as smart TVs representarão. Neste caso, a LG é conjunturalmente uma defensora da “neutralidade de redes”.

Contudo, além da venda de aparelhos mais sofisticados (e por isso mais caros) não ficou claro qual o modelo de negócios das fabricantes de TVs. No caso de conteúdos gratuítos, elas são remuneradas? No caso de conteúdos por assinatura, elas retém uma parte da assinatura? Como é feito e quem faz o billing dos conteúdos pagos?