Mesa de abertura com a presença do ministro das Comunicações (Paulo Bernardo), do presidente da Anatel (João Rezende) e do presidente da Ancine (Manoel Rangel). Convidada, a ministra da cultura (Ana de Hollanda) não veio, mas enviou a secretária do audiovisual (Ana Paula Santana).

O presidente da ABTA fez uma saudação inicial, afirmando que o processo de construção da TV paga no Brasil estava concluído e que agora se inicia uma nova etapa dessa história. Alexandre Annemberg fez um apelo por “flexibilidade” por parte dos órgãos reguladores (citando explicitamente a Ancine, “com quem iremos nos relacionar muito mais a partir de agora”), uma crítica a um papel mais incisivo do Estado na regulação da TV paga e ainda uma discreta crítica ao princípio da neutralidade de redes.

Manoel Rangel destacou o momento “extraordinário” (sic) porque passa a TV paga no Brasil e se colocou à disposição para dialogar e colaborar com o segmento empresarial.

João Rezende menciou os esforços da Anatel para a migração das antigas licenças para o recém criado serviço de acesso condicionado (SeAC), assim como a expedição de novas outorgas.

Ana Paulo Santana mencionou a importância dos conteúdos “transmidiáticos” e o desejo do consumidor em ter um papel ativo na sua relação com o conteúdo audiovisual.

Já o ministro Paulo Bernardo afirmou que a Anatel precisa acelerar a expedição das novas outorgas do SeAC, mas enalteceu o crescimento da TV paga no Brasil, o crescimento da “classe C” e da banda larga (cujas metas definidas pelo governo deverão ser cumpridas antes do previsto).

Ou seja, tudo vai bem. A economia cresce, a TV paga cresce, a banda larga cresce e aumenta a produção de conteúdos brasileiros (que os brasileiros adoram!). Não houve sequer uma única menção a problemas, gargalos ou desafios. Nem mesmo a necessidade de um novo marco regulatório foi citada pelos representantes do poder público. Que bom! Fiquei particularmente muito feliz ao ser informado de que é esse o mundo em que vivo…