Painel com operadoras.

Primeiro falou a Oi, que começou reconhecendo o momento difícil que a operadora atravessou nos últimos anos, mas afirmou que essa fase já teria passado e que a Oi agora cresce (inclusive na TV por assinatura). E não apenas estaria crescendo como também mudando de estratégia, investindo em celular pós-pago e, no caso da TV paga, em IPTV (com fiber to the home – FTTH) e alta definição nos pacotes básicos do DTH. Resta saber como a empresa vai lidar com questões ainda não resolvidas como o passivo de uma rede defasada tecnologicamente e o alto endividamento.

(Quando a Oi reconhece que sua acionista Portugal Telecom tem papel decisivo no desenvolvimento de IPTV, é necessário refletir sobre a criação desta nova OI, fruto da compra da Brasil Telecom, e o fracasso de termos uma grande operadora de capital nacional.)

Em seguida falou a Blue Interactive, ex Viacabo, operadora que atua em 14 cidades de porte médio (Pelotas, Rio Grande, Itajaí, Brusque, Campos, Macaé, Serra, Cariacica, Cachoeiro do Itapemirim, Varginha, Teófilo Otoni, Dourados, Rondonópolis, e Porto Velho) e que pretende se expandir (criando rede e/ou comprando outras operadoras) para mais 30 outras cidades do mesmo perfil, chegando a ter 500 mil assinantes, em 3 anos. Segundo a Teletime, a Blue Interactive é uma parceria entre vários acionistas brasileiros e um fundo de investimentos com sede em Londres (que é o maior acionista individual com 48,25%). Trata-se de uma experiência que merece ser analisada com todo cuidado, porque visa atingir cidades que em geral ficarão de fora do plano de negócios das grandes operadoras.

(Na sua fala, a Blue Interactive destacou a parceria com canais locais nas cidades onde atua. Quais cidades têm canais locais? Quem são esses canais?)

O painel terminou com uma dúvida. A Dish, segunda maior operadora de TV paga via satélite dos Estados Unidos (atrás da DirecTV, que já atua no Brasil com a marca Sky), estaria prestes a entrar no país?