Dados de 2015 obtidos no Guia Valor 1000, do jornal Valor Econômico.

Não constam informações sobre o Grupo Folha e a Record.

Globo (3) e RBS (2) foram apresentadas em holdings separadas.

A receita da RBS ainda incorporava os jornais, rádios e TVs de Santa Catarina, vendidos em março deste ano.

A receita da Abril ainda incorporava 100% da Abril Gráfica, que se fundiu com a Log & Print em 2016. A Abril passou a deter 49% da nova empresa.

Os valores estão em milhões de reais.

 

 

EMPRESA

RECEITA LÍQUIDA LUCRO LÍQUIDO EBITDA PATRIMÔNIO LÍQUIDO

ENDIVIDAMENTO ONEROSO

Globo

R$ 16.045,5

R$ 3.066,6 R$ 3.786,7 R$ 13.031,4 R$ 3.512,5
Abril

R$ 1.283,2

– R$ 191,5 – R$ 186,1 – R$ 257,4

R$ 876

SBT

R$ 1.066,2

R$ 76,1 R$ 106,1 R$ 392,6

R$ 158,3

Bandeirantes

R$ 973,7

– R$ 77,5 R$ 305,9 – R$ 339,3

R$ 872,4

Infoglobo

R$ 666,6

– R$ 51,5 – R$ 31,1 R$ 395,2

R$ 162,6

Zero Hora

R$ 547,0

– R$ 50,6 – R$ 2,1 R$ 75,5

R$ 381,2

Editora Globo

R$ 454,2

– R$ 21,3 – R$ 7,2 R$ 9,5

R$ 43,8

RBS R$ 442,7 R$ 89,1 R$ 164,3 R$ 95,5 R$ 465,3
OESP R$ 440,1 – R$ 3,0 – R$ 2,4 R$ 34,7 R$ 74,9

 

Como se pode notar, a diferença entre a Globo e os demais grupos de mídia é colossal. O lucro líquido da Globo supera 50% da receita líquida somada de Abril, SBT, Bandeirantes, RBS e OESP.

A Abril é de todas a empresa em maiores dificuldades financeiras. Teve o maior lucro líquido negativo entre as empresas de mídia e possui patrimônio líquido negativo. Seus únicos ativos que ainda podem ser vendidos são os 49% na empresa resultante da fusão entre Abril Gráfica e Log & Print, os 100% da transportadora Total Express e a Casa Cor.  É pouco diante do tamanho de sua crise. Vale lembrar que 30% da Abril pertence ao grupo sul africano Naspers.

Depois da Abril aquela que se encontra em pior saúde financeira é a Bandeirantes, também em situação desesperadora.

Todas as empresas ligadas ao meio impresso (Abril, Infoglobo, Zero Hora, Editora Globo e OESP) tiveram lucro líquido negativo em 2015. Dessas empresas, Abril e OESP têm no impresso seu principal mercado, não dispondo de outras fontes importantes de receita.

Com a venda de sua operação em Santa Catarina (estimada em cerca de R$ 800 milhões), o Grupo RBS pode ter melhorado significativamente seu perfil financeiro, embora agora passe a estar restrito ao Rio Grande do Sul.