Nota publicada no jornal Valor Econômico de hoje, 16 de dezembro, informa sobre a possível compra da quarta maior operadora de telefonia celular dos Estados Unidos (T-Mobile) pela terceira maior (Sprint). Este seria mais um movimento no cenário de concentração das telecomunicações estadunidenses, depois que a T-Mobile comprou, em 2012, a quinta maior operadora (Metro PCS) daquele país.

Um dado curioso é que ambas são controladas por operadoras estrangeiras. A T-Mobile tem 72% do seu capital nas mãos da alemã Deutsche Telekom e 80% da Sprint pertencem à japonesa Softbank.

Caso venha a ocorrer, a fusão produzirá uma empresa com cerca de 100 milhões de linhas móveis (dados do terceiro trimestre de 2013), pouco atrás da AT&T (110 milhões) e da Verizon (117 milhões).

Mas, o mais interessante é que U. S. Cellular, atual quinta maior operadora (que, com a fusão, passaria a ser a quarta do ranking) tem somente 4,9 milhões de linhas. Além dela, apenas a Cricket Wireless (com 4,7 milhões de linhas), possui mais de 1 milhão de assinantes.

(Este ranking não inclui as operadoras virtuais, que não possuem rede própria.)

Ou seja, trata-se de um mercado profundamente concentrado (quatro operadoras possuem mais de 95% de market share) e que caminha no sentido de uma concentração ainda maior, apesar do discurso do órgão regulador em favor da concorrência. Alguma semelhança?