O presidente da NET Serviços, José Felix, acabou de anunciar, no Congresso da ABTA, que a Globo vendeu a marca “NET” para a NET Serviços. Até então, a marca pertencia à NET Brasil (empresa 100% controlada pela Globopar).

Esse é mais um lance do processo de saída da Globo do mercado de empacotamento e distribuição e a consequência lógica da transformação da NET Brasil na Globosat Comercialização (G2C), agora dedicada apenas a distribuir os canais da programadora da família Marinho.

(Mais uma vez fica evidente que o único interesse da Globo em permanecer como acionista da NET Serviços é atuar como “porteira” dos canais brasileiros, concorrentes da Globosat.)

Felix também anunciou que a NET Serviços pretende entrar em operação em mais 50 cidades ainda em 2012 e que isso seria só o começo da expansão da empresa após a aprovação da lei 12.485/2011.

Por fim, sua fala voltou a insistir no fato de que o vídeo por demanda da operadora (Now) não pode canibalizar os canais lineares ofertados em sua grade e que se trata de um movimento defensivo para preservar a base de assinantes diante da expansão do VoD na Internet. Por isso, inclusive, o Now só está disponível para assinantes da TV paga da NET e a grande maioria de seus conteúdos é gratuíta para os assinantes dos canais lineares onde esses conteúdos são ofertados em primeira mão.

(Qual o papel da DLA, empresa de propriedade da America Movil, no serviço de vídeo por demanda da NET Serviços?)