O Google (como também Apple, Facebook e Microsoft, entre outros) segue seu objetivo de arregimentar o maior número de informações sobre seus usuários, com o intuito de prover publicidade personalizada. A empresa acaba de conseguir registrar nos Estados Unidos a patente de n° 9.138.930 (veja aqui), solicitada em janeiro de 2008. A patente tem basicamente dois objetivos.

Primeiro, ser capaz de escutar o som ambiente de onde o usuário fala ao seu celular e compreender onde ele está. Assim, que tal um anúncio de um tipo novo de cerveja se você está num bar? Ou que tal aquele vestido bacana da loja que fica no shopping onde você se encontra?

Segundo, a partir da instalação de sensores nos novos smartphones, colher dados também sobre o ambiente a sua volta. Se está chovendo, talvez você queira o telefone de uma cooperativa de táxis. Ou saber onde comprar um ar condicionado num dia de muito calor.

Não há, ainda, nenhuma previsão de como essa patente será utilizada e nem sobre a possível instalação deste tipo de sensor de condições ambientais (embora não custe lembrar que o Google comprou a Motorola e agora também fabrica celulares).

Esse é mais um passo do Google no sentido de saber quem você é. Ele lê seus emails do Gmail, sabe os sites que você visita pelo Chrome, conhece seus arquivos do Google Docs, suas fotos do Picasa, seus mapas do Maps, sua localização pelo GPS do Android, os programas que você instala no seu celular ou tablet pelo Google Play (ex Android Market) e em breve vai substituir seu cartão de crédito com o Google Wallet (ver aqui). Ainda lhe falta ter maior conhecimento sobre as músicas que você escuta e os filmes que assiste (como a Apple já tem), os livros que você lê (como a Amazon sabe) e sobre seus amigos (como o Facebook já possui). Mas, talvez ele agora possa saber o que você tanto fala ao telefone.

Ao invés da distopia de 1984, nos aproximamos cada vez mais do mundo distópico de Neuromancer…