O governo promoveu recentemte o leilão da faixa de espectro de 2,5 GHz, para a introdução da chamada quarta geração de telefonia celular (4G). O leilão foi dividido em faixas nacionais e faixas menores, equivalentes às áreas de numeração da telefonia (11, 21, 19, 31, etc).

Foram disponibilizadas quatro faixas nacionais, duas maiores e duas menores. Essa fórmula impediu a ocorrência de surpresas. Como todos previam, América Móvil (Embratel, Claro e NET) e Telefonica de España (Vivo) venceram os leilões para as faixas maiores. E TIM e Oi compraram as faixas menores. Exatamente como todos esperavam…

As próprias teles (exceto a Vivo) voltaram a carga no leilão das faixas regionais, a fim de ampliar suas aquisições. Novamente, a Claro foi a grande compradora, tendo TIM e Oi adquirido pequenas porções.

O leilão contou também com a participação da Sky, que resolveu prover Internet em banda larga para competir com os pacotes “combo” das teles. Anteriormente, a Sky já havia comprado duas operadoras de TV paga (Acom e TV Filme) que atuam justamente na faixa de 2,5 GHz (MMDS) e comenta-se que ela estaria negociando a compra das operações de MMDS da Vivo (ex-TVA). No leilão, a Sky conseguiu adquirir algumas faixas regionais, aumentando o portfólio de cidades onde estará apta a vender TV e Internet.

Novos players

Ao longo de todo o processo de construção deste leilão de espectro, o governo, especialmente através do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, não cansou de anunciar a entrada de novas empresas, que estariam dispostas a atuar no mercado brasileiro de banda larga.

Mas, a forma como o leilão foi organizado terminou redundando na entrada efetiva de apenas uma única empresa (Sunrise) e somente nas áreas de numeração referentes ao interior do estado de São Paulo (11 e 19). A Sunrise, aliás, acaba de ser adquirida por um fundo de investimentos administrado pelo mega-especulador húngaro, George Soros.