A francesa Vivendi não anda em boa situação financeira e decidiu colocar a venda sua controlada brasileira, a GVT (veja aqui). Agora, o jornal Valor Econômico, de hoje, traz entrevista com o presidente da Oi, Francisco Valin, sobre o interesse na compra da GVT.

Como a Telefonica/Vivo praticamente não opera na última milha fixa fora do Estado de São Paulo, a compra da GVT pela Oi retiraria do mercado uma das duas únicas concorrentes de peso da Oi em vários estados, restando a NET-Embratel.

Além da evidente concentração de mercado (que, esperamos, será analisada pelo CADE), a compra da GVT pela Oi pode ser um complicador para a saúde financeira da concessionária de telefonia fixa que até hoje luta para digerir a polêmica compra da Brasil Telecom. Se vier a acontecer, é preciso que a Anatel acompanhe essa operação bem de perto, pois a OI é uma concessionária de um serviço prestado em regime público.

O ideal é que a GVT seja comprada por uma empresa que ainda não opera no mercado brasileiro, evitando o desaparecimento de um concorrente. Se não for possível, que pelo menos seja para empresas que ainda não atuam na banda larga fixa, como a Sky, ou que não possuem uma rede expressiva de última milha fixa, como a TIM. Assim, mantem-se um mínimo de concorrência.

A lamentar o fato de que o mercado brasileiro de telecomunicações é, e continuará sendo, profundamente desnacionalizado.