Já “famosa” pela profusão de tablóides sensacionalistas, a imprensa britânica ainda vive os impactos da escândalo das escutas telefônicas, que levou ao fechamento do jornal de maior circulação aos domingos, o News of the World, de Rupert Murdoch. Ficou evidente que algo precisava ser feito e a primeira grande mudança veio agora com o anúncio do fim da Press Complaints Commission (PCC), órgão responsável por fazer a auto-regulação da imprensa britânica. Ainda não está claro como será o seu substituto, mas este é o mais duro golpe na idéia de que o melhor a fazer é deixar que os próprios donos dos meios de comunicação regulem a si mesmos.

Enquanto isso, o Reino Unido possui a mais respeitada agência reguladora das comunicações, o Office of Communications (OfCom) que, contudo, não regula a imprensa. O OfCom segue o modelo “tradicional”, adotado por vários outros países, onde um organismo estatal é responsável por regular, neste caso, tanto o audiovisual quanto as telecomunicações.

A  seriedade que separa o OfCom da PCC é um bom indicativo da diferença entre regulação e auto-regulação. E isso num mesmo país. Pena que no Brasil isso assunto nem sequer chega a ser debatido…