Nem a farra de desonerações fiscais sem contrapartidas consegue reverter a perda de espaço da indústria brasileira nos países vizinhos. A situação é ainda pior quando lembramos que a América Latina é a principal consumidora de nossas bens industrializados, ficando com 44% de nossas exportações de manufaturados.

Segundo estudo publicado no jornal Valor Econômico, em 28 de agosto, se o Brasil tivesse mantido o mesmo percentual de exportações para a América Latina de 2008, teria arrecadado US$ 5,5 bilhões a mais em 2011.

E o espaço aberto pelo Brasil se tornou uma avenida pela qual correm livremente os produtos chineses.

Enquanto isso, os empresários seguem na ladainha de que o problema é a carga tributária, mas a recente farra de desonerações fiscais mostra que a única coisa que aumenta é a margem de lucros desses empresários.

Por isso, esse blog volta a insistir que sem entender o caráter essencialmente subordinado de nossa burguesia nacional, qualquer projeto de política industrial tende ao fracasso.