Em 1971, Al Pacino, James Caan, Diane Keaton e Robert Duvall receberam, cada um, US$ 35 mil para filmar O Poderoso Chefão 1. Somados, seus salários (só menores do que o de Marlon Brando), totalizaram US$ 140 mil. Como a inflação norte-americana nos últimos 40 anos foi de cerca de 463%, hoje os quatro atores custariam aproximadamente US$ 800 mil aos cofres da Paramount. O filme todo custou US$ 7 milhões (40 milhões hoje).

É público e notório que os custos de produção e divulgação dos filmes de Hollywood aumentaram consideravelmente nos últimos anos. E o fato é que não aumentaram apenas para acompanhar a inflação. Na verdade, subiram muito mais do que os demais preços na economia norte-americana. Este aumento é, então, fruto de uma opção consciente por fazer filmes mais caros.

Calcula-se, por exemplo, que Johnny Depp ganhou (em salários e participação nos lucros), para fazer os quatro Piratas do Caribe, algo em torno de US$ 350 milhões.

A consequência foi o desaparecimento do chamado “filme médio” e o fortalecimento dos blockbusters. Com isso, Hollywood não pode mais errar. Um erro como “John Carter” (prejuízos esperados de mais de US$ 200 milhões) pode ser fatal para a saúde financeira de um estúdio (no caso, a Disney). Assim, surge a tentação de apostar em franquias de sucessos já testados na bilheteria.

Em breve veremos “Piratas do Caribe 37” e “43 homens e um segredo”…