Quando recriou a Telebrás, o governo afirmou que usaria a empresa para apoiar os pequenos provedores locais, especialmente no interior, que teriam um papel importante na universalização da banda larga.

Mas, na prática, a política pública tem sido outra. Um caso exemplar é a decisão da Anatel de colocar a faixa de espectro de 450 Mhz em leilão, mas não fracioná-la em pequenos lotes, por exemplo de acordo com a área de numeração da telefonia.

Essa simples decisão acabou excluindo do leilão os pequenos provedores, que não terão nem interesse nem condições financeiras de disputar grandes lotes com as teles. E isso justamente numa faixa de espectro bastante apropriada para o provimento de acesso à Internet em áreas de média e baixa densidade populacional.

Por que o edital da Anatel não optou por esse caminho?