Esse blog vem acompanhando a crise da OI (veja aqui e aqui).

A empresa é a concessionária com maiores obrigações regulatórias, responsável por cobrir mais de 80% do território brasileiro, além de estar fortemente endividada. Ao mesmo tempo, sofre pressão de seus controladores para pagar mais dividendos. Diante desse cenário, o presidente da OI (que acumula o cargo com a presidência da Portugal Telecom), Zeinal Bava, informou, em entrevista coletiva ocorrida no início desta semana, que a Oi pretende investir ainda menos em 2014.

Com isso, por exemplo, a cobertura de 4G se limitará ao mínimo exigido pela Anatel e a TV por assinatura vai se concentrar na transmissão por satélite, colocando em segundo plano a TV paga por meios físicos, que poderia também servir de suporte para a internet banda larga.

Na entrevista, o presidente da OI não deixou claro que tipo de conseqüências essa diminuição de investimentos irá gerar na expansão da banda larga. Mas, se o serviço oferecido já é precário, investindo menos e tendo que suportar uma demanda que só faz crescer, é lícito supor que a qualidade pode ser ainda mais afetada.

Impressiona mesmo é que diante desse cenário de crise da única das grandes operadoras onde ainda existe capital nacional, o governo teime em manter uma atitude de plácida aquiescência. Quando a bomba enfim estourar, lá na frente, todos se mostrarão surpresos e os cofres públicos serão abertos para resolver essa “emergência inesperada”.