Não faz muito tempo, os estúdios norte-americanos (donos dos principais canais de TV paga) desdenhavam o avanço das principais empresas de SVOD (vídeo por demanda por assinatura) e faziam juras de amor às operadoras de cabo e satélite. Mas, o dinheiro tem razões que a própria razão desconhece.

Assim, a Netflix avançou nas duas pontas do negócio. De um lado, assinou contrato com a Disney para a produção de conteúdo exclusivo (inclusive da Marvel). De outro lado, negociou com pequenas operadoras da Inglattera, Dinamarca e Suécia, e agora dos Estados Unidos, para a inclusão da Netflix nos seus set top box (como se fosse um novo “canal” da TV paga).

Para concorrer com a Netflix, o serviço de SVOD da Amazon acaba de fechar parceria com a HBO para ter acesso exclusivo às suas séries e filmes. A HBO, vale lembrar, é de propriedade da Time Warner que, até pouco tempo, menosprezava os concorrentes de vídeo por demanda.

No Brasil, programadoras e operadoras de TV paga continuam fazendo juras de amor recíproco. A questão não parece ser mais se esse amor concebe uma traição, mas quando ela virá.