O Reino Unido tem cerca de 55% de sua população assinando algum tipo de serviço de TV paga. No Brasil, os assinantes estão em torno de 25% das residências.

Mesmo com o grande número de assinantes de TV paga, o órgão regulador das comunicações do Reino Unido (o Office of Communications – Ofcom) resolveu proibir que eventos de interesse nacional (como a Premiere League e a Copa do Mundo) tenham seus direitos de transmissão vendidos exclusivamente para a TV paga. A medida protege a BBC diante das ofertas milionárias da Sky para controlar com exclusividade os principais torneios esportivos.

FIFA e UEFA apelaram à Corte Européia de Justiça (o equivalente europeu à Suprema Corte). Em 2011 perderam em primeira instância e agora foram derrotadas em última instância. O argumento é que os 45% de britânicos que não assinam um serviço de TV paga não podem ser excluídos do direito de assistir esses eventos de interesse nacional.

Enquanto isso, no Brasil, uma única empresa (Globo) detém os direitos tanto para a TV aberta quanto para a TV paga do Campeonato Brasileiro, da Copa do Mundo e das Olimpíadas e reserva os principais eventos apenas para o pay per view. E não há Ministério das Comunicações, Anatel, Ancine e CADE para questionarem os interesses da família Marinho.