O Brasil produz e consome poucos livros e grande parte deste mercado é composto por compras governamentais (aliás, até hoje um processo ainda pouco transparente). Mas, o ano de 2011 pode ter sido especialmente ruim. Reportagem do jornal Valor Econômico, de 16 de maio, citou relatório da Associação Nacional das Livrarias (veja aqui), que demonstra que no ano passado o setor cresceu apenas 5,26%, ou 1,24% a menos do que a inflação oficial do ano. Ou seja, o setor encolheu.

Ainda segundo esse estudo, as livrarias também estão se concentrando. Livrarias que faturam até R$ 1,2 milhão por ano caíram de 32,25% do acumulado do setor, em 2010, para 21,88%. Redes que faturam entre R$ 1,2 milhão e R$ 9,6 milhões por ano saíram de 29,41%, em 2010, para 34,88%. E empresas com faturamento acima de R$ 9,6 milhões por ano já representam 39,4% do ganho do setor.

O Brasil possui 3.481 livrarias (menos que uma por município), mas 1.829 estão na região sudeste. Apenas o estado de São Paulo representa mais de 1/4 das livrarias brasileiras, com 989.

Diante da crise, o setor se diversifica e faz do livro “apenas” mais um item do mix das lojas. Para cerca de 70% dos entrevistados no estudo da Associação Nacional das Livrarias, os livros representam somente 56,25% de seus faturamentos e o valor vem caindo a cada ano.