EUA querem regular privacidade na internet



O Departamento de Comércio dos EUA propôs a criação de um Escritório de Políticas de Privacidade que ajudaria a desenvolver uma "declaração de direitos de privacidade" para os usuários de internet, o que teria consequências para as questões de privacidade na rede em todo o mundo.

O relatório não chegou a pedir diretamente uma lei específica de privacidade, mas recomendou uma "estrutura" para proteger as pessoas da crescente indústria de coleta de dados e da fragmentada legislação americana sobre privacidade, que cobre certos tipos de dados, mas deixa outros de fora.

Atualmente, muitas companhias vêm monitorando a internet à procura de dados como hábitos de navegação na rede, preferências do Facebook e até mesmo localização de smartphones. Esses dados são usados pela indústria da propaganda.

O relatório marca uma mudança da política do governo americano sobre internet. Durante os últimos 15 anos de internet comercial, o Congresso e agências do governo na maioria das vezes não intervieram nessas questões por acreditar que uma forte participação do Estado prejudicaria a inovação.

O relatório cita comentários de importantes empresas de tecnologia, dentre elas Microsofte Google, mostrando suas preocupações sobre a atual colcha de retalhos de regras e diretrizes sobre a privacidade online.

O documento de 88 páginas afirma que o uso de informações pessoais aumentou tanto que as leis de privacidade dos Estados Unidos precisam agora restaurar a confiança do consumidor no meio de comunicação. O relatório é preliminar e será concluído no ano que vem. Até lá, o governo espera fazer recomendações mais específicas.